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15 Sep

O abastecimento de água em Fernando de Noronha tem preocupado moradores da ilha

 Em todos os bairros, há relatos de problemas sobre isso e alguns locais passam mais de dez dias sem receber água.

“Já faz tempo que a gente espera água. Quando chega, só faz pingar e vai embora. São de dez a doze dias sem abastecimento, é muito difícil”, conta a dona de pousada Eliana Ferreira de Souza, que mora na Vila do Trinta.

Outra moradora dessa localidade, Marluce Pessoa Morais, que também é dona de pousada, reclama do abastecimento. “A água demora e, quando chega, a vazão é fraca. Eu não dormi esperando o abastecimento, que está péssimo”, afirma.

Os turistas também são afetados pelo problema. “Estou em Noronha pela primeira vez. A ilha é encantadora, mas as dificuldades são muitas. Faltou água para tomar banho, o sufoco é grande”, diz a arquiteta Maria Auri Gonçalves, de Salvador.

 
No bairro da Floresta Velha, falta de água chega a durar 20 dias, segundo moradores — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

No bairro da Floresta Velha, falta de água chega a durar 20 dias, segundo moradores — Foto: Ana Clara Marinho

A falta de água prejudica, ainda, estudantes da ilha. “Eu tenho três filhas, elas estão no Recife e vão ter que ficar lá, perdendo aula, porque não tem água. Solicitei um caminhão-pipa e me cobraram quase R$ 200 por sete mil litros de água. A culpa não é minha porque não tem água”, declara Eudes Rodrigues Filho, que trabalha em uma empresa aérea.

A digitadora Élida Galdino Novaes mora mo bairro da Floresta Velha e conta que ficou 20 dias sem água nas torneiras. “Na minha casa, tem uma idosa, um deficiente físico, e uma cunhada especial. Eu pedi um carro-pipa, mas a informação é que era preciso esperar”, diz.

Resposta

De acordo com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), sucessivas ocorrências registradas nas últimas semanas em Fernando de Noronha prejudicaram o abastecimento de água. Em nota, a empresa afirma que foram identificados vazamentos em diversos pontos da rede de distribuição, provocados por máquinas ou por causas naturais, além de uma falta de energia.

“Para regularizar o abastecimento, foi necessário ajustar o calendário de distribuição, em caráter provisório, passando para o regime de um dia com água e oito dias sem. Assim que o sistema de abastecimento de água estiver estabilizado, o que deve ocorrer em dois ou três ciclos de distribuição, será feita nova avaliação para que seja retomado o calendário anterior, que era de um dia com água e sete dias sem”, diz.

Ainda no texto, a Compesa declara que, para reduzir o impacto da falta de abastecimento de água na ilha, atende os moradores com dois carros-pipa.

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