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15 Sep

Motorista que atropelou e matou mulher em cadeira de rodas na faixa de pedestres é denunciado por homicídio

O motorista que atropelou e matou uma mulher em cadeiras de rodas que atravessava a Avenida Agamenon Magalhães em uma faixa de pedestres e com o sinal fechado para veículos, no Recife, foi denunciado pelo Ministério Público de Pernambuco por homicídio qualificado. O caso aconteceu em junho deste ano. 

Nesta sexta-feira (9), o MPPE informou que a denúncia contra o condutor, que é militar do Exército, foi por homicídio doloso, ou seja, o promotor entendeu que o acusado assumiu o risco do resultado. A qualificadora foi o inciso 4, que é “mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido”.

Como o promotor entendeu que o crime foi doloso, também pediu que o caso fosse para uma das Varas do Tribunal do Júri do Recife. A denúncia foi entregue na 11ª Vara Criminal e agora cabe ao poder judiciário decidir se o caso se trata, de fato, de homicídio doloso e vai para o Tribunal do Júri ou não.

Em julho, a carteira de habilitação do acusado já havia sido suspensa por determinação da Justiça. Câmeras da Autarquia de Trânsito e Urbano do Recife (CTTU) mostram o carro furando o sinal vermelho. O vídeo mostra, ainda, o carro batendo na cadeira de rodas e jogando a vítima a alguns metros de distância. Em seguida, o motorista deixou o local do acidente sem prestar socorro.

Entenda o caso

 

O atropelamento ocorreu no dia 13 de junho deste ano. As imagens do  WhatsApp mostram o momento em que o veículo branco atinge a Ivanice Félix da Silva, de 65 anos, na cadeira de rodas. Várias pessoas atravessavam a avenida, uma das mais movimentadas da cidade, no momento do acidente.

O motorista prestou depoimento dias depois do atropelamento e morte e responde em liberdade. Na época, o delegado Paulo Jean, responsável pelo caso, informou que não foi efetuado o flagrante, pois o prazo foi esgotado.

A suspensão da carteira de habilitação do condutor foi decretada pelo juiz da 11ª Vara Criminal da Capital, Laiete Jatobá Neto. Na decisão, o juiz afirma que existe a necessidade de deferimento da medida cautelar, “já que a condução de veículo automotor pelo investigado representa risco claro para pedestres e condutores, na medida em que, abstraída, a assustadora e chocante forma em que se teria se dado o fato investigado”.

O magistrado diz também que “o próprio imputado diz não lembrar se o semáforo estava aberto ou fechado, de onde se deu o impacto e o próprio sinistro”. Diante disso, ele determinou a suspensão da habilitação como garantia da ordem pública.

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