Dois deslizamentos de barreiras atingiram casas e deixaram pessoas feridas em Olinda, na madrugada de hoje. Os acidentes ocorreram por causa das fortes chuvas que caem no Grande Recife. De acordo com a Defesa Civil, um casal que morava numa casa destruída está desaparecido e há a suspeita de que homem e mulher estejam soterrados. As informações são do G1 Pernambuco.

Na cidade, houve ao menos sete deslizamentos de barreiras. Houve quatro pessoas com escoriações, sendo duas no Córrego do Abacaxi, no bairro de Caixa D’Água, e outras duas no Córrego do Abacate, no Alto da Conquista.

O Corpo de Bombeiros faz buscas no Córrego do Abacaxi devido à suspeita de haver ao menos mais duas vítimas do deslizamento de terra soterradas pela barreira. São o casal Rosemary Hipólito de Oliveira, de 44 anos, e Sérgio Pimentel, de 54 anos.

Cães farejadores são utilizados para tentar encontrar o casal em meio aos escombros. Entretanto, segundo os bombeiros, o trabalho é difícil por causa da dificuldade de acesso ao local em que a barreira deslizou.

A farmacêutica Simone Oliveira mora no Córrego do Abacaxi, próximo ao local em que ocorreu o acidente, e disse que a barreira segue deslizando na manhã desta quarta.

“O Corpo de Bombeiros está aqui, mas o acesso está difícil, porque a barreira ainda está deslizando. Não se sabe se a família já tinha saído na hora do acidente. Os moradores são muito conhecidos por aqui, eu conheço desde pequena”, afirmou a moradora.

O secretário executivo de Defesa Civil de Olinda, coronel Alberto D’Albuquerque, foi até o local e disse que o trabalho principal do órgão é de avaliar os riscos e reduzir o prejuízo. Entre as 17h da terça-feira (24) e as 7h desta quarta (25), choveu na cidade 173,7 milímetros, o que é mais da metade dos 320 milímetros esperados para o segundo trimestre do ano.

“Tivemos quatro vítimas com escoriações nos córregos do Abacaxi e Abacate. Elas não precisaram ser internadas e foram socorridas no local, porque sofreram machucados leves. Estamos acompanhando o trabalho dos bombeiros e torcendo para que não haja vítimas soterradas. E, se houver, que sejam resgatadas vivas”, disse o coronel