A pandemia de covid-19 trouxe incertezas, medos, estresses e ansiedade, muitas vezes, refletidos em doenças físicas. O terapeuta Raphael Valente explica que técnicas holísticas podem ser importantes aliadas no processo de cura

As técnicas de relaxamento são cada vez mais procuradas para aliviar o cansaço do cotidiano, principalmente devido à pandemia de covid-19, que trouxe incertezas, tensão e preocupações. Entre as alternativas, estão as chamadas terapias holísticas. Nelas, a vida e o ser humano são tratados de forma multidimensional, ou seja, o indivíduo é visto como um todo, tanto no âmbito físico quanto no mental, no emocional e, até mesmo, no espiritual. Por isso, os métodos holísticos, segundo explica o terapeuta Raphael Valente, costumam se diferenciar dos tradicionais, complementando a medicina, mas não a substituindo.

As terapias holísticas são recursos muito importantes em relação à saúde mental e ao bem-estar. Elas são classificadas como terapias integrativas e complementares. “São formas de complementar o autocuidado em conjunto com a medicina convencional, podendo, por exemplo, potencializar os resultados dos tratamentos convencionais (com remédios), a partir de técnicas que abordam os outros aspectos do nosso corpo que estão para além da matéria (emocional, energético e espiritual)”, conta Raphael.

A presença de sintomas como estresse, depressão e ansiedade aumentou significativamente durante a pandemia da covid-19, como detalha Valente. Além do medo constante em relação a como a doença se comporta e evolui, há sobrecarga de trabalho, dificuldades financeiras e falta de contato social ou atividades prazerosas. “Um dos principais benefícios das práticas complementares é a melhora das condições gerais da saúde, uma vez que muitas doenças são ocasionadas em decorrência deste desequilíbrio emocional que vai somatizando no corpo físico”, pontua o profissional.

O terapeuta lembra que o ato de meditar, também considerado uma forma de terapia holística, é reconhecido mundialmente pelas sociedades de psiquiatria e de neurologia, além de ser uma ferramenta poderosa de autocuidado e percepção. Segundo ele, meditar promove um encontro genuíno com nós mesmos em meio ao turbilhão de informações que recebemos todos os dias, trazendo a possibilidade de gerenciar melhor a mente, a atenção e as emoções. “É importante, ao longo do dia, criar pequenas pausas, pequenas ‘ilhas de consciência’. E, nessas pausas, notar como estamos e o que estamos sentindo. Para isso, basta parar por um minuto, pequenos momentos de autocuidado já fazem uma enorme diferença. A falta de tempo é uma das maiores formas de autoviolência da vida moderna”, aconselha.